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A
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AMOR (C.C 380)

Qual o adorno desta vida?

É o amor, é o amor;

Alegria é concedida,

Pelo amor, pelo amor.

É benigno é paciente,

Não se torna maldizente;

Não se torna maldizente,

este meigo amor!

Com suspeitas não se alcança,

Doce amor, doce amor;

Onde houver desconfiança,

Ai do amor, ai do amor.

Pois mostremos tolerância,

Muitas vezes arrogância;

Muitas vezes arrogância,

murcha e mata o amor!

Inda quando for custoso,

Nutre amor, nutre amor;

Ao irado e mui furioso,

Mostra amor, mostra amor.

Não te des por insultado,

Mas responde com agrado;

Mas responde com agrado,

vence pelo amor!

Não te irrites mas tolera,

Com amor, com amor;

Tudo sofre, tudo espera,

Pelo amor, pelo amor.

Desavenças e rancores,

Não convém a pecadores;

Não convém a pecadores,

salvos pelo amor!

Pois irmão ao teu vizinho,

Mostra amor, mostra amor;

O valor não é mesquinho,

Deste amor, deste amor.

O supremo Deus nos ama,

Cristo para os céus nos chama;

Cristo para os céus nos chama,

onde reina amor!