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CORO CELESTE (C.C 276)

Celeste, estranho coro,

Jamais ouvido aqui,

Com seu poder excelso,

Agora, alegre, ouvi;

É o canto dos arcanjos,

Louvando o Salvador,

Dizendo que na terra

Foi salvo um pecador.

Tão lenta e branda soa,

Ao peito dando paz,

A voz de Deus, aquela

Que as ânsias vâs desfaz!

Escuta, irmão, escuta,

O doce canto seu,

Que vibra pelo espaço,

E ecoa lá no céu.

Da vaga o som bravio,

Da brisa a ciciar

Na mata o passaredo,

Cantando ao despertar,

A mãe em doce canto,

Ao pé do filho seu,

Não tem aquele encanto

Da linda voz do céu.

Ao meu ouvido chega

O canto sem igual;

Tão belo em sonho ouvira

Jamais qualquer mortal.

Meu canto extasiado,

Espera, sem cessar,

Unir-se à voz dos anjos

Ali no eterno lar.

Sublime e doce canto

Da nossa pátria além

Só ouve o que, contrito,

A Deus por Cristo vem.